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Sumário
Introdução: A estreia mais esperada e temida da temporada
Quando se fala em adaptações de obras queridas, a régua sobe automaticamente. E com The Beginning After the End, não foi diferente. Um dos web novels mais lidos da atualidade, com uma fanbase fiel desde sua versão em manhwa, o anime estreou carregando um fardo pesado: atender (ou pelo menos não decepcionar) os fãs que já conhecem de cor a jornada de Arthur, o rei reencarnado em um novo mundo.
Só que antes mesmo do primeiro episódio ir ao ar, algo já parecia fora do lugar. Bastou o lançamento da Opening oficial para a internet virar um campo de batalha — entre quem tentava manter o otimismo e quem já via ali os primeiros sinais de um desastre anunciado.
Primeiras Impressões: Estilo suave ou produção apressada?
Na estreia do episódio 1, a recepção foi… morna. Não ruim o suficiente para causar revolta imediata, mas longe de arrancar aplausos. O que, num mercado onde as estreias precisam gritar alto pra chamar atenção, não é exatamente um elogio.
Visualmente, o anime tenta montar seu universo com uma estética medieval-futurista, misturando magia, realeza e elementos que lembram RPGs clássicos. A trama segue Arthur, um rei que renasce como bebê num novo mundo, mas mantém sua consciência de vida passada. É o típico combo isekai + reencarnação + protagonista overpower, que pode ser incrível… ou só mais do mesmo.
Apesar de bem apresentado, o episódio parece preso a um checklist de clichês do gênero. Nada que ofenda, mas também nada que impressione. É aquele famoso “ok, vamos ver no que dá”.
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Abertura polêmica: montagem preguiçosa ou sinal de descaso?
Se o episódio causou reações divididas, a Opening teve um consenso quase unânime: decepcionou geral. A montagem, feita com cenas do próprio anime, mais parece uma apresentação de slides do PowerPoint do que uma abertura de anime. Os cortes são secos, a trilha sonora parece aleatória e não há um ritmo que crie conexão entre som e imagem.
Além disso, cenas inéditas da Opening — que em qualquer anime são o momento de brilhar — ficaram apáticas. Não há construção de hype, não há identidade visual forte. O resultado é que o que deveria empolgar acabou servindo de alerta.
E pior: essa decepção não veio sozinha. Trailers e prévias já davam pistas de problemas técnicos, como personagens com proporções estranhas e um uso de CGI considerado tosco, principalmente na personagem Sylvie. A sensação é de que faltou tempo, orçamento ou, quem sabe, interesse em entregar algo polido.
Entre clichês, CGI e decisões de bastidor: para onde vai essa adaptação?
A pergunta que não quer calar entre os fãs: de quem é a culpa?
Alguns apontam diretamente para o estúdio escolhido: o Studio A-Cat, conhecido por entregas de qualidade abaixo da média. Segundo informações que circularam entre os fãs, o autor da obra, TurtleMe, teria recusado propostas de grandes empresas como a Sony e a Aniplex. O motivo? Economizar e manter mais controle sobre a adaptação. Mas essa economia parece ter custado caro.
Com outro estúdio, talvez The Beginning After the End pudesse seguir os passos de Solo Leveling, que ganhou vida com produção de alto nível e marketing massivo. Aqui, no entanto, a escolha foi outra — e os riscos estão se concretizando rápido demais.
Ainda assim, há algo a ser dito sobre o potencial narrativo. A obra tem alma. A história de um rei renascido num mundo mágico, lidando com a consciência de quem já viveu demais, é profunda e abre espaço para debates filosóficos interessantes. No primeiro episódio, por exemplo, já temos reflexões sobre memória, identidade e propósito. Só que esse potencial precisa ser acompanhado de uma execução decente.
Conclusão: Hype mantido ou queda livre antes do segundo episódio?
Talvez o maior problema de The Beginning After the End seja exatamente esse: ele não é ruim o suficiente para ser cancelado, nem bom o bastante para ser celebrado. Está no limbo entre o “podia ser pior” e o “já vi isso antes”.
O episódio 1 entrega o básico. Abertura, ambientação e um toque de mistério no final com a aparição de um vilão. Mas o que vem a seguir? Vai surpreender ou só repetir o ciclo de adaptações mornas que não fazem jus ao material original?
No fim das contas, fica a sensação de que The Beginning After the End pode sim evoluir — se houver ajustes. A base existe. O problema é que, no mundo dos animes, primeiras impressões importam. E essa estreia, infelizmente, já começa com o pé esquerdo.
E você, o que achou da estreia?
Já dropou ou ainda vai dar uma chance pro Arthur?